Em 1959 nasce o 2.º Serviço - Produtividade, Organização Científica da Produção e do Trabalho Industrial, que terá impacto no desenvolvimento industrial do país. Numa época de entusiasmo pelo estudo da Organização Científica do Trabalho (OCT), a produtividade tinha como objetivo concorrer para a melhoria do rendimento do trabalho, com auxílio dos métodos científicos de organização do mesmo.
O 2.º Serviço de Produtividade desempenhou um papel de assinalável importância na veiculação de conhecimentos técnicos à indústria, tendo da mesma forma cumprido um papel de relevo na formação de quadros técnicos e recém-licenciados, tendo alguns dos quais desempenhado posteriormente cargos de relevo em vários sectores.
O Serviço de Produtividade fazia parte dos serviços técnicos e era organicamente dependente da Direção do INII. Estava dividido nas áreas da "Investigação e Estudos" (organização e controle da gestão de empresas, organização e produção e problemas humanos) e "Assistência à Indústria" (apoio técnico, formação, promoção de relações exteriores).
Para chefiar a equipa António de Magalhães Ramalho escolhe o eng.º Eduardo Gomes Cardoso, para pôr de pé uma máquina de divulgação/formação de boas práticas de gestão e para introduzir o tema da produtividade através de estudos sectoriais e outros, nas políticas públicas.
Resultante desta política serão organizadas palestras, tendo o 1.º ciclo de conferências universitárias tido lugar em Lisboa, Porto e Coimbra. Os temas eram apresentados por especialistas nacionais e estrangeiros e destinavam-se a esclarecer as elites nacionais sobre questões básicas da produtividade.
Pretendia-se numa segunda fase a multiplicação de agentes aptos de divulgar as novas técnicas e conceitos junto da indústria. Para tal seriam organizados cursos livres de seis semanas, que se realizariam entre fevereiro e março de 1960.
A terceira fase consistiria numa ação prática levada a cabo diretamente junto da industria e dos industriais.