Indústria cimenteira

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Indústria cimenteira

Detalhes do registo

Nível de descrição

Série   Série

Código de referência

PT/FCT/JMTC/003

Tipo de título

Atribuído

Título

Indústria cimenteira

Datas de produção

1967  a  1994 

Dimensão e suporte

0,08 x 0,33 - papel A4

Extensões

2,8 Metros lineares

História administrativa/biográfica/familiar

Nos finais dos anos setenta, devido à procura, foi necessário aumentar a produção de cimento em Portugal. Enquanto na maior parte dos países da Europa o período de grande expansão desta indústria tinha acontecido nas décadas de 50 e 60, no período pós-guerra, em Portugal tal só aconteceu nas décadas de 70 e 80. A indústria cimenteira foi monopólio do grupo de António Champalimaud que assegurou a maior parte da produção, controlou os preços e teve a maior fábrica do país, em Alhandra, até à nacionalização das cimenteiras. Com uma produção ligeiramente abaixo das necessidades do mercado nacional, e não sendo permitidas importações, o lucro era garantido e elevado.

Âmbito e conteúdo

Em 9 de maio de 1975 é publicado o Dec. Lei 221-A/75, que formaliza a decisão do governo português de nacionalizar as cimenteiras existentes á data - Companhia de cimento tejo, com 1 fábrica em Alhandra; Companhia de Cal e Cimento Cabo Mondego, com 1 fábrica em Cabo Mondego; Empresa de Cimentos de Leiria, com 1 fábrica em Maceira Liz; Companhia de Cimentos Sagres; CIBRA - Companhia de cimentos Brancos, com 1 fábrica em Pataias; CISUL - Companhia de Cimentos do Sul, com 1 fábrica em Loulé; Cinorte - Companhia de Cimentos do Norte, com 1 fábrica em Souselas. Pelo regime jurídico de empresa pública, a ligação entre a CIMPOR e o governo era assegurada pelo Ministério da Indústria e da Tecnologia, que submetia ao governo a aprovação dos orçamentos anuais e plurianuais, planos de investimento, aprovação de contas de gerência e aplicação de resultados, limites globais de aumentos salariais, e outros. Em matérias regulamentares, técnicas, administrativas e fiscais era aplicado o mesmo que nas empresas portuguesas públicas ou privadas. O Conselho de Gerência era nomeado pelo Conselho de Ministros, sob proposta do Ministro da Indústria e da Tecnologia, e tinha responsabilidade direta pelos serviços da empresa. A Comissão de Fiscalização era constituída por dois membros nomeados pelo Governo e um pelos trabalhadores, que entre outras atribuições participava na prestação de contas (Conta de Gerência). A Assembleia Geral da empresa era constituída por representantes dos ministérios das Finanças, Indústria, Comércio, Obras Públicas e Habitação; câmaras municipais de Vila Franca de Xira, Figueira da Foz, Leiria, Loulé, Alcobaça e Coimbra; e dos trabalhadores da empresa. Aprovava os planos de atividades anuais e plurianuais, os orçamentos e as contas anuais.A Comissão de Trabalhadores participava na gestão da empresa, com acesso a informação de gestão e o direito de se pronunciar sobre as condições de trabalho, e reunia regularmente com o Conselho de Gerência.

Idioma e escrita

Por (português), fra (francês) e eng (inglês)

Publicador

rlourenco