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Política económica e industrial

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Política económica e industrial

Detalhes do registo

Nível de descrição

Série   Série

Código de referência

PT/FCT/JMTC/001

Tipo de título

Atribuído

Título

Política económica e industrial

Datas de produção

1962  a  1989 

Dimensão e suporte

0,08 x 0,33 - papel A4

Extensões

2,8 Metros lineares

História administrativa/biográfica/familiar

Os planos de fomento do Estado Novo tinham o propósito de serem cartas orientadoras para o planeamento económico do país, para o setor público e para as decisões dos agentes económicos privados. Foram elaborados na sequência da entrada de Portugal, em 1948, na OCE - Organização para a Cooperação Económica (atual OCDE), para fomentar a cooperação económica dos países europeus, estabelecida no pós-guerra com o Plano Marshall. O I Plano de Fomento (1953-1958) foi pouco inovador, mas o II Plano de Fomento (1959-1964) apostou na industrialização do país - siderurgia, refinação de petróleos, produtos químicos. Os anos 60 trouxeram alterações significativas à política económica portuguesa. Portugal já tinha aumentado as relações comerciais com a Europa e outros países estrangeiros e o Plano Intercalar de Fomento de 1965-1967 enfatizava já as exigências da concorrência externa, inerente aos acordos assinados e à necessidade de rever o condicionamento industrial, que estava desadequado à nova realidade. O III Plano de Fomento (1968-1973) confirma a internacionalização da economia portuguesa, o desenvolvimento da indústria privada como sector dominante da economia nacional e a subsequente consolidação dos grandes grupos económico-financeiros, bem como o crescimento do sector terciário, com o consequente incremento urbano. É por esta altura que se começa a a inverter o sistema do condicionamento industrial por força da abertura aos mercados internacionais, e ao investimento estrangeiro, e que é instalada a infraestrutura portuária de grande dimensão que é o Porto de Sines e indústrias associadas. Com a substituição de Salazar por Marcello Caetano, em 1968, houve a possibilidade de uma mudança política, mas salvo algumas exceções de liberalização da Economia, o sistema político do Estado Novo manteve-se até à Revolução de Abril de 1974. Com a adesão à EFTA, as exportações de produtos têxteis passaram a ter grande importância na economia nacional.

Âmbito e conteúdo

Esta série é constituída maioritariamente por documentação anterior à Revolução de 25 de Abril, sobre integração europeia, Mercado Comum, indústrias portuguesas e estrangeiras de exportação, licenciamento industrial e condicionamento territorial, cooperação com a OCDE, fomento industrial, cooperação industrial entre Portugal e outros países, planos de desenvolvimento, empresas estrangeiras sediadas em Portugal, intervenção do Estado nas empresas, novas políticas económicas para o tecido empresarial português e atividade do I Governo provisório.

Idioma e escrita

Por (português), fra (francês), eng (inglês), spa (espanhol), deu (alemão), ita (italiano) e rus (russo)

Publicador

rlourenco