Setor energético

Ações disponíveis

Ações disponíveis ao leitor

Consultar no telemóvel

Código QR do registo

Partilhar

 

Setor energético

Detalhes do registo

Nível de descrição

Série   Série

Código de referência

PT/FCT/JMTC/004

Tipo de título

Atribuído

Título

Setor energético

Datas de produção

1970  a  2005 

Dimensão e suporte

0,08 x 0,33 - papel A4

Extensões

1,44 Metros lineares

História administrativa/biográfica/familiar

Na década de 40, as necessidades de consumo de energia elétrica e as dificuldades de abastecimento de carvão da Central Tejo obrigaram a que esta matéria prima fosse substituída por recursos hídricos nacionais. Ferreira Dias, subsecretário de Estado da Indústria entre 1940-1944, foi o responsável pelo plano nacional de construção de barragens e pela interligação das redes de transporte de energia em alta tensão, que assegurava a eficiência das centrais elétricas existentes e a construir. Ainda que a obra realizada inicialmente tenha sido pouca, quando o Plano Marshall chegou a Portugal construiu-se o que já estava planeado. Em simultâneo, o desenvolvimento industrial nacional acompanhou esta evolução com a produção de equipamentos necessários às centrais elétricas que foram fornecidos por empresas como a Mague, Sorefame e Efacec.Por Despacho Ministerial de 16 de outubro de 1970, foi definido o plano de realizações no domínio da refinação de petróleos e da indústria petroquímica a instalar em Portugal no período do IV Plano de Fomento. Foi constituída a Companhia Nacional de Petroquímica, SARL, que integrou as empresas Companhia União Fabril, Sociedade Nacional de Petróleos e PETROSUL - Sociedade Portuguesa de Refinação de Petróleos que subscreveu 51% do capital social, para concretização do programa petroquímico de olefinas. O Dec. Lei nº 497/71, de 12 de novembro, autorizou a instalação da refinaria do Sul. Em outubro de 1970 foi definido o plano de realizações no domínio da refinação de petróleos e da indústria petroquímica.

Âmbito e conteúdo

Com o aumento do consumo de energia elétrica foi necessário aumentar a capacidade de produção com os recursos nacionais de produção hídrica e térmica, houve que construir centrais térmicas e aumentar as redes de transporte e distribuição de energia. O carvão, que tinha sido o combustível utilizado em Portugal na indústria do cimento até final da década de 60, com recurso à importação, foi substituído, na década seguinte, pelo fuelóleo.Na década de sessenta, na sequência da construção de várias barragens em Portugal e nas colónias, foram iniciados os projetos para a construção de uma grande barragem em Moçambique, numa garganta do rio Zambeze, conhecida por Cahora Bassa, nome adotado para a barragem e para a central elétrica depois de construídas. Foi uma obra de afirmação política, pois em termos económicos o consumo de energia elétrica da colónia estava assegurada por centrais hidroelétricas já existentes. Concluída depois da independência de Moçambique em 1975, esteve inoperacional entre 1976 e 1992 - período da guerra civil durante o qual as linhas de alta tensão de transporte de energia se mantiveram cortadas - e após várias decisões prejudiciais para a economia portuguesa a Hidroelétrica de Cahora Bassa acabou por ser entregue ao governo moçambicano. Portugal ficou apenas com 15% de participação na empresa.

Idioma e escrita

Por (português), fra (francês) e eng (inglês)

Publicador

rlourenco